Arquivo paraMúsica

TIM Festival

por Marianna Sanfelicio

 

          De todos os lugares onde se podia estar em São Paulo no domingo, o mais lotado era com certeza a Arena Skol Anhembi. A Arena Skol foi palco dos shows mais comentados e esperados do TIM Festival, evento anual que acontece desde 2003. As seis atrações do dia 28 atraíram mais de 23 mil pessoas, que tentavam a todo custo ficar o mais próximo possível do palco. Algumas pessoas só não conseguiram chegar ainda mais perto por causa da área VIP, colocada entre o público da pista e os cantores. A área VIP, aliás, era o único local onde havia lugares para se sentar. O resto do público foi obrigado a se sentar no chão, no melhor estilo Woodstock. O grande número de pessoas presentes causou o esgotamento de vários produtos nos bares, e ainda durante o show do Arctic Monkeys já não havia mais água ou refrigerantes. Os bares do lado direito do palco sofreram com a falta de pastéis, yakissoba e hambúrgueres. Os atendentes pareciam estar mais nervosos que os próprios consumidores, a quem só restavam cervejas e energéticos. O problema só foi resolvido pouco tempo antes do início do show do The Killers.

          Os shows estavam marcados para começar às 18h30, mas já havia muitas pessoas na Arena Skol antes mesmo das 15h. A primeira banda a se apresentar foi a norte americana Spank Rock, seguida pelo Hot chip, cujo show teve uma parada de 15 minutos por problemas técnicos. Parada mais que festejada por mim, que tive tempo extra para procurar um banheiro. Má sinalização e falta de pessoas a quem perguntar eram frequentes, fora seguranças que davam descaradamente em cima de qualquer coisa com ou sem peitos que passasse por eles. Apesar da terrível organização, a festa foi um sucesso, e não há do que reclamar quando se trata das performances das bandas. Björk levantou a platéia, e vestiu uma roupa que para muitas pessoas lembrou a de Nossa Senhora Aparecida misturada com temas psicodélicos. Para outras no entanto estava mais parecida com uma arara.

 

Juliette Lewis

 

          A pausa agendada para acontecer entre o show de Björk e Juliette and the Licks não durou mais que a pausa que aconteceu entre as outras bandas. Juliette Lewis foi um show à parte, totalmente integrada com os músicos de sua banda, com o palco e com o público. A crítica pode ter odiado, mas quem viu o show com certeza ficou com gostinho de “quero mais”. Vozes masculinas e femininas podiam ser ouvidas no meio da platéia, gritando “Juliette, me come!”, quando a cantora e atriz passou a língua nos lábios. O show do Arctic Monkeys, o mais esperado da noite segundo o blog do TIM Festival, não foi tão empolgante quanto poderia ser. A atitude blasè do grupo inglês não agradou tanto os fãs brasileiros, e o fato de o show acontecer entre os super animados The Killers e Juliette and the Licks não ajudou em nada. Poderiam também ter feito um show mais longo, apesar do grande atraso – o público não ia se importar. Apesar dos pedidos insistentes da platéia para que tocassem Mardy Bum, 505 e when the Sun Goes Down, não houve nenhum bis.

 

 

          The Killers entrou no palco para fechar a noite, às três da manhã. Apesar do adiantado da hora e da falta de organização, a maior parte do público continuava lá. A banda tocou até as 4h, com uma platéia empolgada ao som de Mr. Brightside, All These Things That I`ve Done, For Reasons Unknown, Bling, Jenny Was a Friend of Mine e outros sucessos. O auge ficou por conta de Somebody Told Me, conhecida por todos no Brasil por ter se tornado tema de novela. Para quem gosta das bandas, foi uma experiência e tanto.

 

Solitude, Vozes Femininas

por Bruno Araujo

Aconteceu no SESC Santana, durante os dias 3 e 4 de outubro, o Solitude, Vozes Femininas, evento que reuniu quatro artistas femininas do cenário musical internacional contemporâneo para duas noites em São Paulo. O espetáculo caracterizou-se por expor com sucesso as peculariedades de cada uma dessas cantoras, que puderam apresentar o seu repertório repleto de diversas inovações sonoras, tanto na melodia dos instrumentos quanto na voz de cada uma. Na quarta-feira apresentaram-se Wendy McNeill, do Canadá, e Joanna Newsom, dos EUA. Na quinta-feira Niobe, da Alemanha, e Juana Molina, Argentina, mostraram ao público brasileiro suas composições já consagradas em terras estrangeiras.
O local escolhido para as apresentações foi um tiro certeiro. A unidade do SESC inaugurada em 2005 goza de instalações impecáveis. A estrutura técnica do anfiteatro, apesar de apresentar uma capacidade limitada de aproximadamente 250 lugares, não deixou a desejar em nenhum momento. Qualidade de som primorosa e iluminação irrefutável. O evento começou pontualmente no horário, além de utilizar-se de ingressos com cadeiras numeradas, prática louvável no que diz respeito a shows. Apesar disso, I.W., 32, diz: “Achei bem estranho trazerem este tipo de evento para o SESC Santana. Diferente né?”
A heterogeneidade dos espectadores era surpreendente. Famílias, casais jovens, velhos, adolescentes, universitários, roqueiros, alternativos, todos se encontrando em uma apresentação que não limitou seu público. As duas noites de ingressos esgotados demonstram o impact destas quatro artistas que, apesar de não participarem da grande indústria musical, cativam com suas novas abordagems sonoras e a qualidade de suas músicas.

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Ys de Joanna Newsom: épico

As apresentações

O destaque do primeiro dia foi a garota-prodígio Joanna Newsom. Munida de uma harpa maior que seu próprio corpo, Joanna apresentou canções que carregavam toda uma influência do folk, trabalhadas com o toque bem específico da artista. As letras fabulosas e sua distinta voz, aliadas ao poder melódico de sua harpa, comoveram os espectadores durante a apresentação de aproximadamente 1h30. I.W. ressalta o poder vocal de Joanna como sua maior qualidade: “O jeito dela cantar é muito atípico. Está acima da inserção da harpa, bem acima.”


Monkey & Bear, segunda faixa do álbum Ys de Joanna Newsom

A apresentação de quinta-feira manteve o padrão de qualidade da noite anterior. Inicinando o espetáculo, Niobe subiu ao palco e rapidamente se dirigiu à sua invocada mesa de som. Alemã, a artista produz e canta suas músicas, compostas por diversas camadas de efeitos, batidas, filtros de voz e samples. A sonoridade de Niobe se assemelha a um eletrônico experimental que, não obstante às súbitas transformações que suas músicas sofrem, mudando os rumos da mesma, e às constantes manipulações de som e mixagens ao vivo, aborda conceitos pouco comuns no grande cenário musical mas não tão inéditos aos mais conhecidos do assunto.

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Juana Molina

Juana Molina, a segunda atração da noite, subiu ao palco após um ligeiro intervalo de dez minutos. Durante esta pausa os espectadores tiveram tempo de comprar um café, uma cerveja ou até um copo d’água, na lanchonete, à frente do anfiteatro. Juana foi recebida com uma salva de palmas e apresentou um bom humor contagiante. Após duas músicas, a artista proferiu: “Estou meio nervosa. Os brasileiros são tão musicais que parecem estar sempre criticando.” Um fã na platéia tentou acalmá-la: “Calma, relaxa, te adoro!” Sua apresentação utilizou-se de uma abordagem um pouco mais tradicional mas não menos interessante. Através de seu violão e uma aparelhagem composta por dois teclados ligados a repetidores e sintetizadores, Juana grava o que tocou e coloca o trecho em repetição. A partir disso as músicas vão crescendo, sobrepondo diversos riffs uns aos outros. O controle de todos os instrumentos é feito através de pedais. Essa parafernalha sendo controlada por Juana leva à comparação dela à “banda de uma pessoa só”. Sua voz é suave, quase sussurrada, mas em certos momentos utiliza-a para criar ritmos, frases ininteligíveis e barulhos diversos. Seu despojamento e a disposição em encantar a platéia encontraram o ápice na frase da argentina ao encerrar uma de suas canções: “Brigadinha!” V.S., 19, celebra a realização de um sonho: “Tinha este desejo absurdo de ver a Joanna e a Juana e, em dois dias seguidos, consegui realizar ambos! Quase não consigo acreditar.” Ela completa: “Esta abordagem mais tradicional ao folk não diminui nem um pouco o grande trabalho de Juana.” Molina nasceu em meio à um período conturbado na Argentina e ainda jovem foi levada à Paris. Lá teve contato com a música e com o teatro.

 


Juana Molina – ¿Quién?

Solitude, Vozes Femininas, pode ser considerado um evento de grande sucesso, tanto comercialmente quanto culturalmente. A grande jogada foi a apresentação de artistas mulheres que brincam com suas respectivas vozes de uma forma muito bem bolada. Seja através de loops, distorções, simulação de efeitos, ecos, os dois espetáculos foram de um bom gosto absurdo. A única ressalva foi o fato de, devido aos inúmeros instrumentos, teclados, laptops, todas as quatro artistas mantiveram uma troca de energia relativamente baixa com a platéia, com exceção de Juana Molina, que, com certeza, era a mais animada de todas. Mesmo assim, Solitude foi muito importante para introduzir no circuito musical nacional algumas vozes que abordam a sonoridade de uma forma diferenciada.

Download dos álbuns de Joanna Newsom

O Marilyn Manco

Por Caio Zinet 

O cantor norte-americano Marilyn Manson veio ao Brasil para uma série de três apresentações. A primeira (25/09) no Rio de Janeiro na Fundição Progresso, a segunda (26/09) na Via Funchal em São Paulo e a última (27/09) no VMB (Video Music Brasil). O Polêmico roqueiro, no entanto não empolgou, tanto no Rio quanto em São Paulo

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    Os shows de Manson foram curtos, em média 80 minutos, com apenas 13 músicas e cheio de interrupções para o astro trocar de roupa. Os shows (tanto no Rio quanto em São Paulo) chegaram em alguns momentos a empolgar a platéia como quando Manson cantou “Disposable Teens”.O público ia ao delírio quando o roqueiro segurava a genitália, mas quando a platéia finalmente começou a se empolgar o show acabou, ficou um clima geral de frustração.     O ápice da passagem do astro internacional foi no VMB quando ele brigou com um cinegrafista da MTV que tentava filma-lo no camarim. Manson gritou”Fuck off …Fuck off”algo como saia daqui em português.A estrela tinha um acordo com a MTV no qual não permitia filmagem de bastidores, o cinegrafista desconhecia tal acordo.Superado o incidente Manson foi ao palco e cantou “” sem novamente empolgar.A passagem de Marilyn Manson merece apenas um adjetivo: morna..

VMB 2007

por Marianna Sanfelicio

            O Vídeo Music Brasil, ou VMB, como é mais conhecido pelo público, tem esse ano sua 13ª edição. O show está marcado para quinta-feira 27 de setembro, às 22 horas. O Blog VMB, porém, vai começar sua cobertura exclusiva mais cedo. Léo Madeira e Felipe Solari, VJs da MTV, estão escalados para manter o público informado desde as seis horas, além de promover debates através do site e de outros blogs da emissora. A premiação vai acontecer no Credicard Hall, e vai contar com a apresentação de Daniella Cicarelli. Os ingressos, que custam entre $80 e $500 reais, estão à venda no próprio Credicard Hall. Quem não quer gastar dinheiro, pode tentar a sorte e concorrer a uma das promoções que a MTV lançou. Ganhar os brindes, pares de ingressos para a premiação, depende mais da criatividade dos competidores que de sua sorte propriamente dita.

            Entre as atrações confirmadas para o VMB deste ano estão Sandy e Junior, Pitty, NX Zero, Lobão e o cantor norte – americano Marilyn Manson. Além dessas vai acontecer um show surpresa, que não será uma surpresa tão grande assim: algumas fontes já deixaram escapar que a banda desconhecida é a também norte – americana Julliette and the Licks, que tem como vocalista a atriz Julliette Lewis. O Julliette and the Licks vai voltar ao Brasil em outubro, quando se apresenta no TIM Festival.

                       Cicarelli no VMB 2006

            O troféu do VMB não é oficial, e muda todos os anos. Desta vez, os vencedores levarão para casa um cachorro, amarelo e com manchas, sobre o logo verde da MTV. Diferentes convidados entregarão os prêmios das dez categorias, que são Artista do Ano, Artista Internacional, Revelação, Aposta MTV, Hit do Ano, Melhor Show, Clipe do Ano, Web Hit, Banda dos Sonhos e Clipes que Você Fez. O público pode votar em seus preferidos através do site da MTV. Merece destaque a categoria Web Hit, prestes a ser premiada pela primeira vez. Concorrem cinco vídeos, e todos podem ser encontrados no YouTube: Suplicy canta Racionais, Vai Tomar no Cu, As Árvores somos Nozes, Confissões de um Emo e o Funk da Menina Pastora.

Outra novidade são os prêmios do Aquecimento, veiculados por Marcos Mion em seu novo programa, Descarga MTV. Aqui existem as categorias Gostoso do Ano, Gostosa do Ano e Pança de Mamute. O programa de Mion é satírico, ironiza as edições passadas do VMB. Para quem pretende assistir a premiação, ao vivo ou em casa, vale a pena ver alguns episódios do programa. Apesar do tom debochado, serve para preparar o espectador para o que ele pode esperar do evento de quinta-feira. Se até os VJs estão contando com a sorte e preparando amuletos para a 13ª edição do VMB, e até mesmo sua apresentadora vai usar 13 roupas diferentes durante a atração, temos que ficar preparados para qualquer coisa.

Jesu e a arte da abstração

por Bruno Araujo

Vindo diretamente de Birmingham, Inglaterra, o Godflesh teve um papel muito importante no cenário musical contemporâneo, introduzindo aos ouvintes um híbrido entre o industrial, o metal e o sludge, influenciando artistas como Ministry e Fear Factory. O término do Godflesh em 2002 não selou o fim da carreira musical de Justin Broadrick, principal mente criadora do grupo. Munido do nome Jesu, última faixa do trabalho final do Godflesh, Hymns, Justin começou seu novo projeto com a gravação do EP Heart Ache, em 2004. Este álbum deu início à uma das mais expansivas paisagens sonoras, o Jesu, que mistura desde elementos do Doom Metal ao Shoegaze.

Jesu

Justin Broadrick e Diarmuid Dalton

A música
O som do Jesu consiste basicamente na vagarosa superposição de diversas camadas levadas por uma batida lenta e melancólica. Com o uso de guitarra, baixo, bateria e variados efeitos eletrônicos, a música se constrói através do milimétrico encaixe destes instrumentos, arrastando-se precisamente por cada segundo das composições. O Jesu definitivamente não é uma banda para impacientes. Obtendo parte de suas influências de música ambiente, ele exige dedicação e uma prévia preparação, com cada canção batendo, no mínimo, a casa dos 6 minutos. Não é possível depurar toda a mensagem da banda em uma só ouvida aos álbuns. A presença da voz de Justin enaltece o processo de abstração a qual o ouvinte é levado, com melodias taciturnas e letras de reflexão.

A evolução
No princípio do projeto as músicas possuíam uma carga muito mais densa e texturizada do que nos lançamentos mais recentes. O LP auto-entitulado Jesu, de 2005, apresenta esta forma de composição. A partir do terceiro álbum, Silver EP, de 2006, o estilo musical se aproxima muito mais do Shoegaze, sendo o Jesu até comparado com os consagradores do gênero, o My Bloody Valentine.

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Capa de Conqueror, álbum de estúdio mais recente do Jesu

Not for the faint of heart
A música do Jesu com certeza não é acessível para a maioria das pessoas. Toda essa carga emotiva e muitas vezes excessivamente longa para a normalidade musical contemporânea, contribuem para um possível afastamento precipitado da banda, o que pode ser considerado um erro gravíssimo. Para aqueles que procuram música para relaxar, se desligar do cotidiano e preservar alguma forma mundana de emancipação (paradoxo!), eis aqui a solução. A qualidade das composições de Justin e de seus colaboradores supera a normalidade, levando seu ouvinte a um instantâneo momento de epifania.

Site Oficial: http://www.avalancheinc.co.uk/jesu.html
Wiki: http://en.wikipedia.org/wiki/Jesu_%28band%29
Download dos álbuns: http://skhrnykhsk.blogspot.com/search/label/Jesu


Walk on Water, do LP Jesu, de 2005

A trágica volta de Britney

Por Caio Zinet    

A cantora norte-americana Britney Spears surgiu como a princesinha do pop, com hits como “Baby one more time” e “oops!… I did it again” estourou nas paradas de sucesso do mundo todo.Com fama de boa moça Britney conquistou o público jovem. Seu sucesso começa a diminuir quando a cantora se casa com uma amigo de infância, Jason Alexander e separa 55 horas depois.Jason teria recebido 500 mil dólares para não exigir metade dos bens da cantora.
     Após o incidente com seu amigo Britney teve vários outros affairs até se casar com Kevin Federline, dançarino da cantora.O casal teve um filho, Kaleb, logo em seguida teve outro Sutton Pierce. Durante todo o período em que esteve grávida a cantora pop sempre apareceu na mídia, seja por posar nua grávida ou por beber demais colocando a segurança de seus filhos em risco.b2.jpg
     A cantora que durante o período que esteve grávida permaneceu fora dos palcos tentou uma reaparição em grande estilo, no VMA(premiação concedida pela tv americana MTV aos melhores cantores)com uma apresentação especial.No entanto a noite que deveria coroar Britney acabou por joga-la mais para baixo.Fontes afirmam ter visto a cantora com diversos copos de margueritas antes do show.Alem disso a cantora teen estava visivelmente fora de forma e teve ser conduzida ao local certo em diversos momentos pelos dançarinos durante o show.Parece que a princesinha do pop se tormou a rainha do mico

Elvis: Eterno

por Marianna Sanfelicio 

Há trinta anos morreu o Rei do Rock. A história e os sucessos de Elvis Aaron Presley provam que ele não ganhou esse título à toa.

Elvis 

Elvis nasceu em East Tupelo, uma cidade pequena do Mississippi, em oito de janeiro de 1935. Sua mãe passou por uma gravidez arriscada de gêmeos, e apenas a segunda criança sobreviveu. Elvis e sua mãe passariam ainda algumas semanas no hospital antes de serem liberados para voltar para casa. Durante sua vida, ele estabeleceu um vínculo forte com a mãe, que estava presente em todos os seus momentos importantes. Sua família era pobre, e freqüentadora assídua da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, onde ele cantou algumas vezes no coral. De sua infância em East Tupelo vem suas influências na música gospel.

Em 1945, o diretor de sua escola o levou para um concurso de novos talentos, onde ele ganhou o segundo lugar. No ano seguinte ganhou seu primeiro violão, um presente de seus pais, que não podiam dar a bicicleta que ele havia pedido. Sua família se mudou para Memphis em 1948, onde Elvis arranjou um emprego como motorista de caminhão. Foi em um horário de almoço que ele parou na gravadora Memphis Recording Service, onde gravou um disco com duas músicas de presente para sua mãe. Serviu para chamar a atenção da secretária do lugar, que anotou seu nome. Quando Sam Phillips, descobridor de talentos da Sun Records, precisou de um cantor, foi o nome de Elvis que apareceu. Ele foi chamado para alguns testes, e mostrou ser até melhor do que Phillips queria.

A partir daí, começou uma trajetória que inclui sucessos como “Love me Tender”, “That’s All Right (Mama)”, “Jailhouse Rock” e “A Little Less Conversation”. Esta última foi, inclusive, relançada em remix em 2002.

É difícil entender como e por que sua carreira quase terminou no final da década de sessenta. Elvis havia engordado, e não se apresentava ao vivo há oito anos. Foi quando, em 1968, ele retornou triunfante em um especial da NBC. As performances subseqüentes em Las Vegas fizeram sucesso, e ele passou a se apresentar na cidade anualmente. Shows em Nova York, com lotação esgotada, coroaram definitivamente essa nova fase de sua carreira.

 Quando morreu, aos 42 anos, ele podia não estar mais em seu auge, mas seguiu sendo uma lenda. Ninguém parece querer esquecê-lo. Ele é a celebridade que mais fatura depois de morta, e nada indica que isso vá mudar. Suas músicas sempre figuram entre as melhores e mais pedidas.

Existem muitas páginas na internet sobre Elvis, seu trabalho e sua história. A maioria se denomina oficial.

Para quem sabe inglês, aqui vai uma boa dica: http://www.elvis.com/

Quem não sabe pode recorrer à Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Elvis_Presley

TIM Festival 2007

por Bruno Araujo

Foi anunciada no dia 21 de agosto a programação do TIM Festival 2007. O festival vêm trazendo ao Brasil, a cada edição que passa, nomes cada vez mais relevantes do cenário musical alternativo. Este ano os grandes destaques são Björk, Arctic Monkeys e The Killers. Os brasileiros estão acostumados a assistir espetáculos rodados, em fim de turnê. O festival deste ano traz, diferentemente dos anteriores, artistas que recentemente lançaram novos álbuns e que estão fazendo um tremendo sucesso pelo mundo todo neste exato momento, o que é uma grande evolução em relação à realização de shows internacionais no Brasil.

A volta de Björk
Björk retorna ao Brasil após nove anos de sua última visita, em 1998. De lá para cá ela lançou mais 3 álbuns, sendo a turnê que passará por aqui a do mais recente, Volta, de 2007. Após uma experiência não tão bem-sucedida com Medulla, de 2004, onde Björk gravou todas as músicas usando apenas sua voz e a voz de convidados, eliminando o uso de instrumentos, ela se aliou à Timbaland, renomado produtor musical, na tentativa de recuperar à aura “alternativa porém pop” de seus trabalhos mais antigos.

Earth Intruders, primeiro single de Volta

Hype
O Arctic Monkeys e o The Killers causam burbúrio na imprensa musical por terem alcançado o sucesso através do uso da Internet. Com a disponibilização de mp3’s através dos sites das gravadoras, do myspace, entre outros, estas duas bandas promoveram sua música à uma parcela muito maior da população, alcançando o status de hype quase que instantaneamente.

Arctic MonkeysThe Killers
Arctic Monkeys & The Killers

O festival
A história do TIM Festival não é recente. O festival existe desde os anos 80 no Brasil. Originalmente era chamado de Free Jazz Festival, mas após 2003 foi forçado a mudar de nome devido a uma nova legislação brasileira que impedia o patrocínio de eventos culturais por empresas tabagistas. Após este acontecimento a companhia de telefonia móvel TIM assumiu o patrocínio do festival, dando um aspecto ligeiramente diferente ao mesmo. Com uma temática um pouco mais popular que seu antecessor, o TIM Festival vem trazendo artistas que tem causado impacto nas suas respectivas cenas.

Informações em relação ao preço dos ingressos e à programação completa do festival, que este ano mais uma vez será realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Curitiba, podem ser vistos aqui e aqui. Resta agora aos fãs aguardar pelos shows.

Puc e as suas baterias

Por Caio Zinet e Marianna Sanfelicio

A relação da Puc com a música, mais especificamente a relação de seus alunos com a nobre arte é intensa. Grande exemplo disso é a bateria da COMFIL (mais conhecida como Pucão), surgida em 2003 com o objetivo de animar atletas e torcida no Juca (Jogos universitários de comunicação e arte)Formada principalmente por alunos o Pucão  tem como objetivo principal divertir. A bateria vem crescendo e  participa não só do Juca ,mas de diversas festas, a mais recente delas foi a arquibancadas puquianas no último dia 10 que reuniu as baterias do direito Puc , Fea Puc e o Pucão.O fato de a bateria ser formada por alunos em sua maioria explica a identificação que existe entre bateria e torcida. Nos jogos a interação é fantástica não param um segundo de cantar e incentivar o time que estiver jogando, não importa placar, o que importa e fazer festa.

O ingresso no Pucão é simples basta ter vontade, não é necessário saber tocar um instrumento, o pessoal da bateria te ensina, os ensaios acontecem todos os domingos no Canindé às 4 da tarde. É só aparecer lá

http://www.youtube.com/watch?v=nAbQVKcWTpU&mode=related&search=

A música dos Simpsons

por Bruno Araujo, Caio Zinet e Marianna Sanfelício

Os Simpsons são um desenho que ao longo de suas quase duas décadas de existência sempre se caracterizaram por estarem repletos de referências e paródias sócio-culturais do mundo todo. Com o mundo musical não poderia ser diferente. A família mais famosa de Springfield sempre encontra um jeito de tirar um sarro com o maior número de pessoas possíveis, incluindo até mesmo grandes nomes da música internacional.

Aparições especiais
Desde a primeira temporada do programa até o recém-lançado longa metragem, Os Simpsons foram recheados por aparições interessantes de músicos e bandas. Os convidados aparecem em momentos inusitados e obviamente cômicos, seja em uma brincadeira com os mesmos ou em alguma outra espécie de traquinagem com o episódio em que surgem.

A lista de artistas é extensa e inclui nomes como Michael Jackson, Aerosmith, Ramones, U2, Metallica, Paul McCartney, White Stripes, entre muitos outros. Em um episódio da 14ª temporada, Homer vai à um acampamento de música e encontra diversos medalhões do rock.

Homer e convidados musicais

O tema de abertura
O tema tocado no início de cada episódio dos Simpsons foi composto em 1989 por Danny Elfman, após Matt Groening, criador da série, lhe solicitar uma melodia com um toque retrô. O tema levou apenas dois dias para ser criado, projetando Elfman como um compositor de renome internacional. Além disso, a composição foi indicada à várias premiações, inclusive ao Emmy, em 1990.

A trilha sonora do filme
Na próxima sexta-feira estréia no Brasil o tão aguardado longa-metragem dos Simpsons. A trilha sonora do filme é assinada por Hans Zimmer, um renomado compositor alemão, ganhador de uma série de prêmios internacionais.

Trilha Sonora Os Simpsons - O Filme

Além da trilha sonora de Hans Zimmer, o Green Day lançou separadamente um single com a sua versão para o famoso tema da família.

Gravações
Além de diversos convidados musicais, do tema único e de uma trilha sonora de qualidade inquestionável, Os Simpsons ainda encontraram tempo, espaço e ritmo para lançar dois álbuns musicais. O primeiro, “The Simpsons Sing The Blues”, lançado em dezembro de 1990, é composto por uma série de covers de clássicos do blues, além de algum material inédito. As vozes foram gravadas por diferentes membros do elenco de dublagem. O segundo, “The Yellow Album”, de janeiro de 1998, apresenta em sua capa uma paródia com o famoso Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Neste segundo e aguardado álbum foi mantido o estilo de composição do anterior. Além destes dois álbuns de estúdio, Os Simpsons lançaram mais outros dois, compilando o material musical presente nos episódios. Descubra mais sobre eles aqui e aqui.

The Simpsons Sing The Blues The Yellow Album

 

Os Simpsons são de uma profundidade criativa quase que ilimitada. Além de apresentarem diversas formas de expressão artística, seja por críticas sociais e/ou paródias, conseguem captar com muita perspicácia o perfil da sociedade norte-americana, seja ela na música, na literatura ou até mesmo na rosquinha que o Homer tanto gosta.