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Amor exagerado é tema de “O Passado”

 

 Por Jaqueline Ogliari

O mais ambicioso livro do argentino Alan Pauls, O Passado, finalmente chega às telas do cinema na direção de Hector Babenco, e seu filme é o mais esperado pelos espectadores da 31ª Mostra Internacional de Cinema. Pauls conta em terceira pessoa a trajetória de Rímini após sua separação, porém a sombra da ex-mulher Sofía ainda o atormenta e se mantém constante em sua vida.

 O que mais assustou Pauls é alguém querer adaptar seu livro para o cinema. “É inadaptável”, diz o autor a Babenco, quando este foi entrevistado pelo portal de notícias G1. Mas o diretor resolveu aceitar o desafio e produzir O Passado, protagonizado por Gael García Bernal, presente na Mostra deste ano.

Alan Pauls tem seus motivos para considerar sua obra inadaptável. O livro é repleto de digressões, referências psicanalíticas a Freud e Barthes, complicadas ao passar para o cinema, e Babenco foi criticado por não definir ao certo o que se passava na história. O momento da morte de Véra, segunda mulher de Rímini, por exemplo, ficou meio sem explicação. Mas, apesar das críticas, O Passado tem grande aceitação do público, e está em cartaz em todos os cinemas do país.

O nome do livro, O Passado, é uma explicação ao amor exagerado de Sofía por Rímini que, mesmo após a separação amigável, não consegue deixar o ex-marido em paz. Como explica o próprio autor, em entrevista a Folha de S. Paulo, “O Passado é, por definição, o que nunca termina de passar”. E isso justifica os graves problemas pelos quais Rímini sofre; a presença constante de Sofía – seu passado – torna-se um obstáculo para que ele siga a sua vida.

Pauls elabora uma tese sobre o amor, de que ele não há se não envolve uma dimensão de pesadelo. E Babenco procura preservar no filme a “alma do livro”, a “existência fantasmagórica” dos amantes. Essa existência significa que o amor não acaba, que as pessoas continuam amando aquelas que já amaram, apesar de terem outros amores. O Passado recebeu em 2003 o prestigioso prêmio Herralde, concedido para livros de ficção em língua espanhola.

 O PASSADO
Autor:  PAULS, ALAN
Tradutor:  BAPTISTA, JOSELY VIANNA
Editora: COSAC NAIFY

Preço: R$ 55,00

Descobrindo Clarice Lispector

Por Jaqueline Ogliari

“Ver é a pura loucura do corpo”. Uma das frases de Água Viva abre a grande exposição temporária Clarice Lispector – A hora da estrela, no Museu da Língua Portuguesa, em comemoração de um ano de funcionamento. Apesar de fazer trinta anos de sua morte, Clarice marca sua eterna presença na literatura brasileira. Nasceu na Ucrânia, em 1920, mas é considerada uma das melhores escritoras brasileiras, e lutou por sua cidadania com bravura e sensibilidade. Escreveu obras inesquecíveis, como A paixão segundo G.H., A maçã no escuro e A hora da estrela.

O museu é conhecido pela disposição moderna de seu acervo e pela interatividade que os visitantes podem ter com ele. Ao entrar no ambiente em que está a exposição, deparamo-nos com uma sala escura, com várias imagens da escritora na parede, e atrás frases de seus livros. Olhamos cada uma como se estivéssemos olhando para dentro da própria Clarice – talvez fosse essa mesma a intenção. Depois, há uma outra salinha, com mais frases da escritora grifadas nas paredes brancas, e um colchão disposto no meio também com uma frase. Seguindo a exposição, entramos em outro espaço com quadrados nas paredes tampados com vidro; logo após este há mais um ambiente escuro, mais frases grifadas na parede e um cubículo de espelho ao meio com as cidades pelas quais Clarice passou.

Após conhecer um pouco das obras de Clarice, há um ambiente enorme com várias (muitas mesmo) gavetas envolvendo as paredes. Algumas delas são possíveis de se abrir, e dentro encontramos documentos, livros, fotos, publicações e cartas – tudo sobre a vida da escritora. É bastante agradável abrir uma por uma, olhar as fotos, ler as cartas escritas à máquina ou ao próprio punho de Clarice e mergulhar no seu mundo cheio de mistérios. “Com o perdão da palavra, sou um mistério para mim”, segundo ela própria.

No meio desse espaço cheio de gavetas, há um outro menor com paredes brancas, e uma frase do livro A paixão segundo G.H.. Quando você entra na sala, depois de ler a frase, descobre que há uma barata gigante projetada ao fundo. Ao percorrer a exposição, fazemos descobertas como essas, e muitas vezes nos colocamos no lugar de suas personagens.

Inserir o público no mundo particular de Clarice Lispector não é nada simples. O Museu da Língua Portuguesa cumpre a missão de desvendar os enigmas de sua vida, “a explicação do enigma é a repetição do enigma”. A exposição foi prorrogada até 14 de outubro, para que muitos ainda possam conhecer e desbravar a vida e a obra enriquecedoras de Clarice.

ENCAIXOTADO NO ESQUECIMENTO

por Estevão Bittencourt

Poucos são aqueles que, ao serem perguntados quem é José Mojica Martins, responderiam corretamente. No máximo, dizem que é o Zé do Caixão, seu personagem mais famoso. É daí que surgiu a idéia de André Barcinski e Ivan Finotti para escrever a biografia do homem por trás do personagem, que por mais que não seja conhecido como deve no Brasil, garantiu reconhecimento exteriormente. Maldito – A Vida e o Cinema de José Mojica Marins, o Zé do Caixão (Editora 34; 448 páginas) esmiúça desde o nascimento de um dos mais insólitos cineastas brasileiros.

José Mojica Martins

Logo quando era criança, já mostrava que tinha talento. Após passar a infância lendo gibis, vendo filmes no cinema em que o pai trabalhava, brincando de teatro de bonecos e montando peças com fantasias feitas de papelão e tecido, ganhou aos 12 anos uma câmera V-8 e, a partir daí, não parou mais de fazer cinema. Tornou-se autodidata e chegou até mesmo a montar uma escola de cinema em sua vizinhança. Especializou-se no terror escatológico, ou mais conhecido como terror trash e logo cedo começou a fazer filmes amadores. Foi em sua cidade natal, São Paulo, que criou em 1956 uma escola de atores e em 1964 uma sinagoga no Brás.

O que poucos sabem também é que, durante a ditadura militar, seus filmes foram vítimas de censura política, pois alegavam que traziam uma mensagem política camuflada. Basta ver um de seus filmes corretamente que é possível ver que não há nada político, apenas o mal sendo castigado no final, porém não foi assim que a censura o viu. Chegaram até mesmo a prendê-lo, assim como sua fita O Ritual dos Sádicos que chegou a ficar 20 anos presa.

Além de seus problemas com a censura, o cineasta também passava por problemas econômicos. Num país em que cineastas fizeram sua fortuna com o dinheiro público e ainda conseguem reclamar do governo, José Mojica Martins, sem contar com ajuda oficial, dirigiu mais de trinta longas-metragens. Aliás, a única coisa que o Estado Brasileiro fez por ele foi prejudicá-lo, censurando e mutilando sua obra. Apenas no ano passado, que ganhou R$ 1 milhão do Concurso Público de Apoio a Obras Cinematografias de Baixo orçamento, da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, o que o levará a criar seu filme mais caro.

Não é com o papel de mostrar que seu cinema é maravilhoso que o livro foi feito, mas que tem talento, como pode ser percebido não só nessa área, mas também em muitas outras, como televisão, rádio, literatura, revistas em quadrinhos, teatro e fotonovelas. Porém é possível prever que qualquer tipo de (re)conhecimento no Brasil só terá alguma chance após o lançamento do filme que fechará a trilogia do Zé do Caixão. Isso se não prevalecer seu lado folclórico e suas unhas grandes na cabeça das pessoas.

A revolução da Web 2.0

Por Fernanda Nascimento  

Hoje identificamos a formação da chamada mídia social, um novo conceito de comunicação que cada vez mais desenvolve ferramentas para as pessoas não apenas se comunicarem umas com as outras, mas formarem comunidades. Dessa forma o indivíduo pode compartilhar com a rede através de blogs, por exemplo, tornando-se veículo de comunicação. A chamada mídia social criou novos conceitos como a comunicação wiki. O conceito foi criado por Ward Cunningham visando o desenvolvimento de sites com conteúdos gerados pelos próprios usuários. O wiki é um dos elementos da chamada web 2.0, que representa uma nova forma de produção de conteúdo, através do compartilhamento de informações, vídeos, fotos, blogs, etc.

Hoje vivemos um fenômeno chamado de Long Tail (cauda longa). O termo, criado por um jornalista americano, traduz a nova realidade digital, caracterizada pelo crescimento do espaço daqueles que estão longe de ser parte das grandes corporações. Deste modo, uma banda desconhecida pode divulgar seu vídeo no YouTube, ser assistida por milhares de usuários e procurada por uma gravadora. Um número muito grande de artistas ganharam notoriedade nos últimos tempos postando vídeos divulgando seu trabalho. Esses representam uma maioria que fica na ponta da cauda e antes não tinha espaço para se impor diante do mercado, mas agora conquistam reconhecimento através da mídia social. Criou-se a comunicação viral, feito típico e exclusivo da Internet.

Os blogs representam uma mudança radical na comunicação. Hugh Hewitt, autor da publicação Blog- Entenda a revolução que vai mudar seu mundo, ilustrou essa mudança como tão importante quanto a imprensa criada por Gutenberg. Hoje existem mais de 66 milhões de blogs e eles vêm ganhando espaço na nova mídia e, o que é mais importante, credibilidade. Eles passaram a interferir não só da vida do indivíduo como também nas empresas, nas comunidades e nas organizações, pois estimulam a coletivização a partir da autonomia e acompanham o ritmo da Internet, que se transforma em uma velocidade extraordinária.

Até então nenhum autor tinha analisado profundamente o universo da Web 2.0. Na última segunda, dia 10, os espanhóis Hugo Pardo e Cristóbal Codo lançaram o livro Planeta Web 2.0: inteligencia colectiva ou medios fast food. A publicação é uma reflexão não sobre os rumos que essa era vai tomar, mas sobre o que ela é de fato. Os autores questionam: “vivemos em uma fase determinante e criativa da inteligência coletiva, ou simplesmente se trata de um cenário de meios fast food, de consumo rápido e de caráter amador e de baixa qualidade, em rápida transição em direção a uma nova etapa evolutiva?”.

O livro só está disponível em espanhol e é um e-book, o que significa que ele pode ser baixado na Internet livremente. Nada mais esperado. Os autores também mantém um blog, que é atualizado freqüentemente.

Não sei dizer se o livro responde alguma dúvida sobre esse universo tão complexo. Mas vale a pena tentar entender um pouco do fenômeno que veio para revolucionar os meios de comunicação.

A descoberta da poesia

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Por Jaqueline Ogliari

Um projeto encantador tomou conta de mais de 1.400 alunos de escolas públicas de São Paulo. Círculos de Leitura, criado há sete anos pela filósofa e psicanalista Catalina Pagés, tornou esses jovens assíduos amantes da leitura, principalmente de clássicos como Platão, Homero e Hemingway. Essa experiência estimulante consiste em encontros semanais entre os adolescentes, mais de três horas debatendo os livros e apontando diversas questões filosóficas. Muitos começaram a ler livros com o projeto e hoje dizem que não vivem mais sem a literatura e a poesia dos clássicos.

Os alunos reúnem-se fora do horário de aula. Formam um círculo de quinze a vinte pessoas, e dois educadores do programa provocam os debates e tiram dúvidas dos participantes. Estes são selecionados por colaboradores do projeto nas escolas, escolhendo os que se interessam mais pelos assuntos. Em algumas delas os Círculos de Leitura estão incluídos no currículo escolar e o projeto tem grande apoio dos professores.

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A casa de Catalina – especialmente desenvolvida para a leitura – abriga alguns alunos semanalmente para prepará-los para o papel de multiplicadores. Estes jovens têm a função de levar o projeto aos colégios e trazer mais alunos aos Círculos. Em alguns dias o treinamento consiste em plantões de leitura, ou seja, os adolescentes hospedam-se na casa para estudarem os clássicos durante a madrugada. A casa é tão aconchegante que não é sacrifício algum passar a noite ali. Totalmente equipada com vídeo, projetor e muitos livros espalhados pela escada, estantes e até na cozinha, os alunos sentem-se à vontade – um dos objetivos de Catalina – para aproveitar o prazer da leitura. O investimento do projeto é feito pelo instituto Fernand Braudel, com o apoio do Unibanco e do GE Foundation.

Os resultados são bastante positivos. Os jovens melhoraram muito o desempenho escolar e sentem-se mais preparados para o vestibular. Eles garantem a boa compreensão das questões e prometem levar adiante o hábito de ler após os exames, o que é perfeitamente compreensível: o contato com os grandes autores e a descoberta de suas obras estimulam os alunos a abrirem suas mentes e a usarem o que aprendem no cotidiano. O objetivo do projeto agora é ajudá-los a criar bibliotecas em seus colégios, já que a maioria deles não dispõem de espaço adequado à leitura. E o mais bonito de tudo é que todos adquiriram um ótimo senso crítico e aprenderam a refeletir sobre seus atos devido à literatura.

Vida privada ao público

Por Estevão Bittencourt

Publicado recentemente, o terceiro livro da jornalista Teté Ribeiro, Divas Abandonadas, traça os perfis de sete grandes celebridades do século passado: Marilyn Monroe, Maria Callas, Jacqueline Kennedy Onassis, Tina Turner, Ingrid Bergman, Sylvia Plath e a princesa Diana. Ao utilizar o subtítulo “Os Amores e os Sofrimentos das Sete Maiores Divas do Século 20”, a autora deixa claro desde a capa que a vida de todas não foi uma maravilha como alguns devem imaginar, muito pelo contrário, foram marcadas por problemas “humanos” como depressão, violência doméstica, remédios para dormir e mentiras.

O livro foca em mostrar exatamente esses problemas que passaram ao invés de glorificá-las ainda mais. Porém, por mais que seja um relato sobre a vida de cada um, ele não traz nenhuma descoberta ou revelação nova, tratando na maior parte suas idiossincrasias, egoísmos, traições e outros aspectos humanos.

Para tal, Ribeiro pesquisou dezenas de biografias já publicadas de cada personalidade, guardando delas, resumidamente, os aspectos mais pessoais de suas vidas, e tal pesquisa só ocorreu pela ajuda da mídia que, principalmente o cinema e a imprensa, as expôs, trazendo detalhes de suas vidas e agora têm suas histórias resgatadas.

 

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  • DIVAS ABANDONADAS: OS AMORES E OS SOFRIMENTOS DAS 7 MAIORES DIVAS DO SÉCULO XX
  • AUTORA: Teté Ribeiro
  • EDITORA: Jaboticaba
  • PREÇO: R$48,50

 

EDUC: Editora da PUC ou para a PUC?

Por Fernanda Nascimento 

Nesta quarta-feira, dia 22 de Agosto, a PUC comemora seus 61 anos. Palco de acontecimentos como a luta pela democracia durante o regime militar, a universidade é uma das mais importantes do país mas poucos conhecem tudo que ela oferece. A EDUC, editora da PUC-SP, publica cerca de 60 títulos por ano, desde teses e resultados de pesquisas até materiais didáticos. Criada em 1973, demorou quase 20 anos para começar a atender não só à produção da universidade, abrindo as discussões acadêmicas para além dos seus limites. Hoje conta com um espaço dentro do campus, o Espaço EDUC, onde vende seus livros com desconto, apesar de muitos alunos mal saberem onde ele fica.

Durante a crise da universidade, no ano passado, foi cogitado o fechamento da editora, uma vez que não trazia lucros representativos para a instituição. Superado o problema, ela permaneceu funcionando mas continuou sem o devido reconhecimento entre os alunos. Com uma maior exposição todos poderiam conhecer seus projetos e publicações, deixando de ser apenas a editora da PUC mas tornando-se também uma editora para a PUC.

Os Simpsons sobre dois pontos de vista

Por Jaqueline Ogliari


Sexta-feira, 17 de agosto, estréia o tão-esperado longa-metragem de Os Simpsons, a família mais famosa da indústria cultural e coqueluche do momento. Por isso, nosso blog inicia sua primeira semana na web tendo em pauta matérias que apresentam os amarelos de Springfield, sobre vários pontos de vistas das editorias relacionadas à cultura e entretenimento, até a estréia do filme aguardado há quase duas décadas.

Ao passear pelas bancas, encontro a edição de julho da Rolling Stones Brasil, com uma capa que, segundo o editor-chefe da revista, é inédita e foi exclusivamente produzida pelo criador de Os Simpsons, Matt Groening. Fiquei bastante animada com um Homer nadando em direção a uma rosquinha cor-de-rosa, ironizando a capa do álbum Nevermind, do Nirvana. Também sou uma fã de Simpsons, e a matéria da Rolling Stones como outras tantas mil coisas da imprensa me lembra de um longa esperado por todos há um bom tempo.

 

A revista, com diversos assuntos bem interessantes, revela o pensamento dos criadores da série mais duradoura de todos os tempos, em especial uma entrevista com o próprio Matt Groening. Assinada por Pablo Miyazawa, a matéria começou a ser elaborada ainda em março deste ano, e mostra que no escritório dos artistas produtores do desenho predominava a intensidade, o cuidado e o empenho característicos de primeiro ano de programa, embora a série tenha surgido há 18 anos. Também há na matéria a intenção dos criadores de fazer o filme há mais tempo, porém este dependia totalmente de uma tecnologia ainda não existente. Ainda nas páginas da revista, no rodapé, encontramos uma lista com as referências musicais que apareceram a là Simpsons, desde a 2ª temporada até episódios mais recentes.

Outra revista de entretenimento, Bravo!, embora não apresente como matéria de capa, também retrata de maneira igualmente interessante a família mais famosa do mundo. Com o título “’Os Simpsons’ é Arte?”, escrita por Ricardo Calil, a revista procura relacionar os elementos e o universo dos habitantes de Springfield aos fatos do mundo real, correspondendo à visão do que é obra de arte. Há até uma comparação feita pelo entrevistado da revista, o norte-americano Mark Pinsky (autor de O Evangelho Segundo os Simpsons), entre o desenho de Groening e o pintor Hieronymus Bosch (1450 – 1516), já que ambos retratam a humanidade e seus atos satírica e exageradamente, cada um conforme sua época.

Há também uma análise filosófica sobre o sentido do desenho, como a de que ele revela verdades da natureza humana e traduz a realidade do mundo e forma mais divertida. Os Simpsons provocam impactos culturais e possibilitam a criação de diversos programas influenciados por eles, além de livros escritos com o objetivo de entender a série. O sucesso é tão grande que o mundo dos Simpsons transformou vários aspectos culturais de fanáticos pelo mundo todo.

Duas grandes revistas de cultura e entretenimento, cada uma com o seu estilo, retrataram com destaque o fenômeno da família mais popular do mundo, Os Simpsons. Além destas, é claro que outros meios de comunicação também comentaram sua trajetória e o filme mais aguardado do ano. Após tudo isso, resta-nos, os fãs, esperar até sexta-feira para descobrir o quão bom deve estar o longa que ainda renderá muitos comentários e outros grandes episódios para mais 20 anos.