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Bem-vindos a São Paulo

Por Manuela Azenha

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A idéia do documentário “Bem-vindo a São Paulo” foi tida no aniversário de 450 anos da cidade e mostra como ela é vista por alguns diretores estrangeiros. Os organizadores da Mostra Internacional de Cinema, Leonardo Cakoff e Renata Almeida, são os produtores do filme e é narrado por Caetano Veloso, compositor da segunda música que melhor retrata São Paulo.

São 17 episódios, cada um de um diretor, que representam partes da maior metrópole do Brasil. Os diretores convidados foram:, Wolfgang Becker , Maria de Medeiros, Hanna Elias, Amos Gitai, Mika Kaurismäki, Jim McBride, Phillip Noyce, Ming-liang Tsai, Andrea Vecchiato, Caetano Veloso, Yoshishige Yoshida, Ash, Mercedes Moncada. Todos participam da 31ª Mostra Internacional de Cinema.

O documentário é uma colagem de momentos que vai desde um ensaio da Vai-vai à entrevista com uma garçonete japonesa da Liberdade, passando por um retrato do Minhocão.Tenta captar as variadas faces da cidade que reúne mais de 11 milhões de pessoas com diferentes culturas, nacionalidades, jeitos e pensamentos.

Famigerado José Mojica

por Caroline Campos

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Vocês sabem quem é José Mojica ?? É um cineasta que após um pesadelo em 1963, criou um personagem fictício chamado Josefel Zanatas, mais conhecido como o Zé do Caixão; o pai do terror trash nacional.

Josefel não tem esse apelido a toa, desde pequeno foi rejeitado pelos colegas da escola por ter um pai com uma agência de funerária. Ele vivia muito sozinho mas na escola conheceu uma menina chamada Sara, que não se importava com o fato da funerária , e passaram a conviver juntos, não se desgrudavam por nada. Esta amizade com o passar dos anos transformou-se em um intenso amor. Como todas as histórias de amor, resolveram casar-se, porém aconteceu um incidente: os pais de ambos quando foram viajar para comprar os necessários presentes para a festa sofreram um acidente de avião; não houve sobreviventes.

Após esta tragédia, eles resolveram adiar a data de casamento. Inesperadamente começara a II Guerra Mundial da qual Josefel teve que participar, deixando Sara na cidade pacata que eles moravam. Cartas e cartas foram trocadas, mas depois de um tempo Sara não teve retorno e concluiu que Josefel estava morto e então resolveu levar a vida adiante e aceitou o pedido de casamento do prefeito da cidade.

Josefel sobreviveu à guerra e saudoso voltou para a cidadezinha a procura de Sara, a mulher que tanto almejou durante a guerra e que agora felizmente poderia se casar; porem como senão bastasse o incidente dos pais, Josefel se depara com Sara no colo do prefeito e sem deixar que haja explicações, ele mata os dois.

A partir deste dia, Josefel se torna uma pessoa sem sentimentos, o amor que tinha se foi com Sara, e então ele começa a aterrorizar os vizinhos e ai recebe o apelido de Zé do Caixão. Ele fica obcecado em conhecer uma outra mulher, para que possa eternizar a sua espécie que acredita ser superior, pois ele é o único que faz a justiça, mesmo que para esta seja necessário matar alguém. E assim está até os dias de hoje.

Há mais de 30 anos sem filmar, Zé do Caixão volta à ativa. Para completar sua trilogia iniciada com À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964) e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967). O diretor roda agora A encarnação do Demônio. Já na pré-produção, o longa-metragem causa polêmica. A equipe do Zé do Caixão está convocando pessoas “exóticas” (leia-se ligeiramente assombrosas ou de feições monstruosas) para fazer a figuração do filme.

Nesse último filme, Zé do Caixão segue em sua busca para conceber um filho com a mulher perfeita. O roteiro foi escrito à quatro mãos por Mojica e Dennison Ramalho. A produção é de Paulo Sacramento (Amarelo Manga). Os figurinos são de Alexandre Herchcovitch.

Memória do cinema nacional

pela editoria de cinema

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           Glauber Rocha é ainda o cineasta brasileiro mais reconhecido no exterior e sua obra corre o mundo em festivais e mostras. Foi o que aconteceu no último Festival de Veneza. Seu filme “Idade da Terra” foi resmaterizado para ser novamente apresentado. E se tratando de Glauber Rocha, já era esperado muita polêmica. 

           Rocha criou um estilo próprio, uma linguagem cinematográfica descontínua, não linear, que expressa sua visão da história brasileira. Também rejeitou a estrutura simétrica do cinema americano de Hollywood, que considerava colonizador e alienante. Produziu desde longas como “Terra em Transe”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” até curtas-metragens como “Amazonas, amazonas”, politizando a linguagem do cinema brasileiro conhecido como Cinema Novo.

           Em 2003, Silvio Tendler estreou um documentário sobre o cineasta. Foram 21 anos de espera para o lançamento do “Glauber – O Filme, Labirinto do Brasil”, qualificado pelo próprio diretor como um “filme-funeral”.

            Sobre o cineasta, foi relançado também o ensaio “Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome”, originalmente publicado em 1983, pelo professor Ismael Xavier. O livro propõe uma análise histórica e teórica de filmes do cinema novo. Acontece também no Itaú Cultural a exposição Imagem da Imagem da cineasta, fotógrafa e artista visual Paula Gaitán. A mostra exibe pela primeira vez um acervo de momentos pessoais da expositora que viveu com  Glauber na cidade portuguesa de Sintra.

 

   

O avô dos festivais cinematográficos

 

 

Por Julio Pindanga

Acabou no dia 8 de setembro o 64º Festival de Cinema de Veneza. O evento, que festeja 75 anos, exibiu filmes de diretores consagrados como Woody Allen, Brian de Palma e Ang Lee. O filme “Lust, Caution” (“Desejo, Cautela” em tradução literal), dirigido por Lee, foi o vencedor do Leão de Ouro deste ano. Vale ressaltar que este foi o 2º Leão de Ouro conquistado pelo diretor taiwanês (o primeiro foi conquistado com o polêmico “O Segredo de Brokeback Mountain” em 2005).

 

A história de “Lust, Caution” se passa em Xangai, durante a ocupação japonesa, na Segunda Guerra Mundial. È um belo e forte drama de espionagem, política e sexo. O filme narra uma difícil história de amor entre a jovem estudante chinesa Wang Hui Ling (a estreante Tang Wei) e um alto funcionário chinês que colabora com o governo japonês e a quem a encarregam de assassinar. As longas cenas de sexo explícito do filme fazem com que esta seja uma das produções que mais causaram escândalo em toda a história do festival, assim como suas narrativas poéticas causaram admiração por volta de toda a crítica e público.

 

Já o veterano diretor americano Brian De Palma conquistou o Leão de Prata por seu filme “Redacted”, que relata e crítica a guerra do Iraque, baseado num incidente da Guerra do Iraque em que soldados americanos de um posto de controle estupraram uma garota de 14 anos, massacraram sua família, atiraram no rosto dela e incendiaram seu corpo. Utilizando-se de material que circula pela internet para compor seu filme, De Palma faz uma crítica profunda aos meios de comunicação, alegando que a informação sobre os incidentes no Iraque são manipulados e omitidos.

 

Veneza foi a cidade aonde nasceu a idéia de se promover uma mostra de arte cinematográfica. O primeiro festival de filmes do mundo teve sua abertura há exatamente 75 anos, com “Dr Jekyll e Mr. Hyde”, de Rouben Mamoulian. A exibição se deu ao ar livre, no terraço do recém-construído Hotel Excelsior, na ilha balneária Lido. Durante o fascismo italiano o festival foi um evento fechado para as Potências do Eixo e só foi reaberto em 1947. Foi nesse ano que se criou o prêmio “Leone d’Oro” (Leão de Ouro, em português), uma referência ao leão alado, símbolo da cidade. Desde então, o prêmio é um dos mais cobiçados do mundo do cinema, ao lado do Oscar e da Palma de Ouro de Cannes.

 

O festival, hoje, é um dos grandes eventos da indústria cinematográfica e ao longo dos anos manteve-se intacto e é um ícone para a história do cinema. Veneza sempre foi palco para que novos diretores pudessem mostrar seus trabalhos e serem reconhecidos. Akira Kurosawa, Ingmar Bergman e os mestres italianos Luchino Visconti, Michelangelo Antonioni e Federico Fellini também festejaram seus grandes sucessos no festival.

 

Segue abaixo lista com as principais premiações:

 

- Leão de Ouro (melhor filme): “Se, Jie” (Lust, Caution), do diretor taiuanês Ang Lee.

- Leão de Prata (melhor direção): Brian de Palma, por “Redacted”.

- Prêmio Especial do Júri: “La Graine et le Mulet”, do diretor francês Abdellatif Kechiche, e “I’m not There”, do americano Todd Haynes.

- Melhor Ator: Brad Pitt, por “The Assasination of Jessy James by the Coward Robert Ford”, do diretor americano Andrew Dominik.

- Melhor Atriz: australiana Cate Blanchett, por “I’m not There”.

- Prêmio Marcello Mastroianni (ator/atriz revelação): francesa Hafsia Herzi por “La Graine et le Mulet”.

- Prêmio Leão de Ouro Especial pelo Conjunto da Obra: cineasta russo Nikita Mikhailov.

- Melhor Roteiro: britânico Paul Laverty por “It’s a Free World”, do diretor Ken Loach, também britânico.

- Melhor fotografia: mexicano Rodrigo Prieto por “Se, Jie”.

- Melhor Estréia: “La Zona”, do uruguaio-mexicano Rodrigo Plá.

- Leão de Prata de Melhor Curta: “Dog Altogether”, do britânico Paddy Considine.

- Menção Especial em curta-metragens: “Liudi iz Kamnya”, do russo Leonid Rybakov.

- Mostra Horizonte (“novas tendências”) – Melhor filme: “Sügisball” (“Autumn Ball”), do estoniano Veiko Õunpuu.

- Melhor documentário: “Wuyong” (“Useless”), do chinês Jia Zhangke.

 

Os Dylans do cinema

por Victor E. Martinez

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Nesta terça-feira, 4 de setembro, na 64ª edição do Festival de Cinema de Veneza foi apresentado o filme I’m Not There do diretor Todd Haynes (Longe do Paraíso). O longa retrata seis momentos da vida do músico Bob Dylan em seis etapas, cada uma com um ator. “É o primeiro filme que Dylan permitiu fazer sobre ele. Talvez porque lhe agradou a idéia de um filme com tantos personagens o representando”, disse o diretor.

             Essa lista de atores que interpretam o cantor e compositor inclui Christian Bale (Batman Returns), Richard Gere (Uma Linda Mulher), Heath Ledger (O Segredo de Brokeback Montain), além das atrizes: Julianne Moore (As Horas), Cate Blanchett (Babel) e Charlotte Gainsbourg (21 Gramas). Haynes justificou as escolhas do elenco dizendo que quer “capturar as várias facetas da personalidade do cantor”, mas assegurando que nenhum deles vai “criar o Dylan definitivo”.          

              Garoto de classe média de uma cidade do meio-oeste americano, filho de uma família judia, Bob Dylan se transformou em uma lenda do rock, que agora será apresentado no cinema. Do lendário há também a esperada autobiografia, que está prestes a ser lançada.


Do celular para o cinema

pela Editoria de cinema

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      Para fazer cinema agora basta um celular. Novidade na TV brasileira, mas popular em outros países, os filmes criados com câmeras de celular vêm ganhando novos adeptos. Em 2006, o diretor sul-africano Aryan Kaganof com 8 celulares na mão e uma verba de US$ 160.000,00, criou o filme SMS Sugar Man. Filmado em 11 dias, o filme conta a história de um cafetão e 2 prostitutas de alta classe em seu dia-a-dia nas ruas de Joanesburgo. O filme foi exibido em cinemas da capital sul-africana e transmitido via celular em três episódios de 30 minutos.               

      No Brasil, dia 4 de setembro, estréia às 21h45  o novo programa do Multishow, o Retrato Celular. A emissora em parceria com a produtora Conspiração Filmes realiza essa série que é composta por oito episódios de trinta minutos e tem direção geral de Andrucha Waddington. Os vídeos são gravados pelo celular e por isso mostram o cotidiano dos jovens de maneira mais próxima, sem a formalidade que uma câmera profissional provocaria.             

      Ao todo são trinta e quatro pessoas, com idades entre 21 e 30 anos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.Registram momentos entre amigos, com a família, no trabalho e que retratam seus estilos de vida. No total, foram captadas 120 horas de material bruto de celular, 23 horas de entrevistas e 13 horas de making of.  

Cinema na biblioteca

 

 pela Editoria de cinema

     Prestes a comemorar 20 anos, a Videoteca da PUC-SP sempre disponibilizou informações em vídeos, atendendo seu objetivo principal de tornar o audiovisual uma ferramenta educacional. Criada em 1988, o acervo, que conta com mais de 6000 títulos, é um pólo de divulgação da linguagem cinematográfica e videográfica e, para tanto, organiza freqüentemente mostras e sessões especiais.

     Segundo a professora Verônica Ferreira Dias, responsável pela videoteca, “no Brasil inteiro tem gente fazendo filme”. E, de fato, é o que se verifica: o acesso à produção audiovisual se tornou mais fácil, no entanto, o reconhecimento e exibição ainda continuam com as mesmas dificuldades.

     É exatamente nesse processo de exibição que a Videoteca da PUC-SP fundamenta-se. As atividades culturais como as mostras e sessões especiais são realizadas gratuitamente no seu próprio auditório e abertas ao público em geral.

     Duas mostras acontecem paralelamente nos meses de agosto e setembro: a “Panorama do cinema paulista”, toda segunda; e “Profissão: repórter”, às terças. A primeira mostra as diferentes faces da cidade de São Paulo em diversas épocas e contextos históricos. A outra discute a fotografia no cinema e o fotógrafo como personagem. Todas as exibições são acompanhadas de debate com convidados especiais. Confiram! 

    

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Profª Verônica Ferreira Dias, responsável pela Videoteca

“Não acredito que pagamos para ver o que se passa na televisão de graça”

pela editoria de cinema

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     A frase dita por Homer no começo do filme certamente não corresponde às expectativas dos milhões de fãs de “Os Simpsons” de ver, pela primeira vez, o desenho animado mais bem sucedido do mundo nas telonas. Depois de uma espera de 18 anos, a série que está a mais tempo no ar nos Estados Unidos e que mudou a história do entretenimento televisivo, finalmente ganha seu longa-metragem. Com o tamanho do sucesso do programa da “Fox”, que chegou a liderar o horário nobre da TV americana, o filme era apenas uma questão de tempo, de muito tempo… Perguntado sobre a demora, o criador de “Os Simpsons” Matt Groening respondeu simplesmente: “Levamos 18 anos para fazer o filme porque somos preguiçosos”.     

     A esperada produção parece não ter decepcionado os fãs e muito menos os produtores. Nos cinemas norte-americanos, Simpsons – The Movie faturou cerca de 72 milhões de dólares apenas nos três primeiros dias de exibição, tornando-se rapidamente a maior arrecadação de uma adaptação de TV. Aqui no Brasil, a estréia é sexta-feira (17), e também promete ser sucesso de bilheteria e certeza de boas gargalhadas. O que talvez garanta a boa aceitação do filme é o fato de ele não trazer grandes inovações em relação à série da TV, como a simplicidade dos desenhos e o ritmo frenético das piadas e das histórias mirabolantes.    

     Como não poderia deixar de ser, o típico humor irreverente e satírico do desenho, que já incomodou até o governo brasileiro, volta a dar o que falar. Desta vez ele ataca a religião e os ambientalistas. Lisa, a filha inteligente dos Simpsons, é uma ativista ambiental ignorada pelos habitantes de Springfield. Em uma palestra sobre poluição ela apresenta um filme intitulado “Uma verdade irritante”, paródia do documentário do ex-vice-presidente Al Gore: “Uma verdade inconveniente”. Enquanto isso, o politicamente incorreto Homer tenta salvar o mundo de uma catástrofe provocada por ele mesmo. Ao folhear a Bíblia em busca de respostas para os problemas do futuro ele resmunga: “Esse livro não tem resposta nenhuma”. Segundo Groening, o filme “é para entreter as pessoas e para incomodar um certo segmento da audiência também.” 

     Segundo o dicionário “The American Heritage”, a palavra “simp” significa “bobo” e portanto, o nome Simpsons, significaria “filho de um bobo”. A série, que beira os 20 anos, retrata satiricamente episódios da vida da família Simpsons, de classe média e que vive nos subúrbios dos Estados Unidos. O desenho questiona o modo de vida da sociedade norte-americana e o conceito de família típica e tradicional, utilizando o humor. Costuma inserir em seus episódios, ícones da cultura pop, como clássicos do cinema, da literatura e da música.    

     Homer Simpson, por exemplo. O patriarca tem o cerébro do tamanho de uma pequena noz e é consumidor assíduo de cerveja e donuts. Ele é marcado pelas atitudes infantis e irresponsáveis que toma. Há também a paciente dona-de-casa Marge e seu três filhos. Bart, o primogênito rebelde, se dedica a aprontar por onde anda e Lisa, extremamente inteligente, toca saxofone e gosta de fazer experiências científicas com o irmão. Maggie é um bebê que constantemente chupa chupeta e raramente diz algo. Mesmo assim, já tirou o resto da família de situações difíceis, como a de babás malvadas e o quase afogamento do pai. São muitas outras personalidades coadjuvantes na cidade de Springfield, mas que o filme pouco aborda. Também são freqüentes as visitas de políticos e artistas em geral à cidade.

     Groening, o criador da família amarela de olhos esbugalhados, diz odiar autoridade e afirma o fundo político do desenho. Simpsons começou sendo exibido como vinhetas de 30 segundos. O sucesso foi tanto que tornou-se um episódio de meia-hora no natal de 1989. No ano seguinte, virou série e desde então, é o desenho da maior longevidade na história da televisão. Agora, em 2007, 450 cópias do filme chegarão aos cinemas brasileiros.