Arquivo paraArtes Plásticas

“Sim!” Yoko

por Bruno Huberman

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John Lennon e Yoko Ono durante a campanha contra a Guerra do Vietnã

Durante as gravações do derradeiro álbum Lei It Be (1970), John e o produtor do disco Allen Klein, alteraram algumas músicas. Mudaram a velocidade de algumas canções, introduziram frases cômicas de apresentação e acrescentaram coros. Na faixa The long and winding road, colocaram 50 músicos de orquestra, criando uma massa sonora, com arpas e trombetas. Essa foi a gota d’água para Paul, que passou a produzir o seu primeiro disco solo na mesma gravadora, escondido de todos, usando o pseudônimo de Billy Martin, em sessões secretas.

Sim, estamos falando de John Lennon e Paul McCartney, ou seja, The Beatles. Esse foi o motivo que separou de forma definitiva a maior banda de rock de todos os tempos. O desentendimento de Paul e John havia começado em 1968 durante as gravações do White Album, portanto antes de John Lennon subir uma escadaria e através da lupa que estava em seu topo ler a palavra “Yes” (“sim”), acontecimento esse que determinou o beatle conhecer a artista de tal obra: Yoko Ono, em 1969.

Após essa digressão pela história da música, podemos constatar que a artista plástica não é a causa do que lhe é atribuída à fama: o fim dos The Beatles. E vale ressaltar que antes de John Lennon, Yoko Ono já era Yoko Ono, pois, afinal, não é qualquer japonesa de Tóquio que consegue uma exposição individual em um dos maiores museus de Nova York com apenas 36 anos de idade.

Agora com 74 anos, Yoko Ono – uma das poucas mulheres com proeminência no meio artístico experimental e vanguardista dentro do contexto internacional – retoma a exposição que mudou sua vida: “Ceiling Paiting”. A obra faz parte da mostra retrospectiva da carreira de Yoko que o Centro Cultural Banco do Brasil inaugura no próximo dia 11, a sua segunda em território nacional (a primeira foi em 1998, em Brasília). A mostra faz parte de uma série de realizações que o CCBB tem feito em homenagem ao centenário da imigração japonesa ao Brasil.

A exposição é um desdobramento de outra, Horizontal Memories, e será composta por cerca de 80 obras entre objetos, fotos, filmes, música e instalações. Devido ao seu tamanho e diversidade, o projeto extrapolou o espaço que lhe foi disponível e assim passará a ocupar os quatro andares do CCBB.

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A artista apresentará de graça toda sua obra

Uma noite no Municipal

Palco de tantas apresentações tão importantes, o Theatro Municipal de São Paulo terá como anfitriã no próximo dia 8 a viúva de Lennon.

“Uma Noite com Yoko”, espetáculo de aproximadamente 60 minutos, faz uso de projeções e música para abordar diferentes momentos de sua vida e foi criado especialmente para sua vinda a São Paulo, portanto é inédito no mundo inteiro.

“Uma Noite com Yoko”: Theatro Municipal (pça. Ramos de Azevedo, s/nº, região central, tel. 3222-8698). 1580 lugares. Qui: 21h. R$ 60 a R$ 200 (p/ estudantes: R$ 30 a R$ 100). Ingr. p/ tel. 6846-6000 ou via Ticketmaster.

Exposição: Centro Cultural Banco do Brasil (rua Álvares Penteado, 112, região central, tel. 3113-3651/3652). 10 de novembro a 3 de fevereiro de 2008. Entrada franca.

Criatividade excêntrica

Por Priscilla Cavalieri

Manson posa ao lado de seus quadros

Auto-intitulado “Anticristo Superstar”, Marilyn Manson veio ao Brasil para apresentar mais que shows excêntricos, que, diga-se se passagem, estão perdendo cada vez mais o seu poder de chocar. Manson veio também expor a sua coleção de 29 telas que já passaram pelos EUA e Europa. As obras tratam de temas como morte, doença, mutilação, vício e assassinatos famosos – reais ou fictícios.

Poucos sabem, mas desde o início de sua carreira como músico Marilyn Manson tem desenvolvido seus dons para a pintura. Sua criatividade excêntrica resultou em diversas exposições e, em 2006, Manson abriu sua própria galeria em Los Angeles.

O coquetel de abertura da exposição “Fleurs Du Mal”, aconteceu na ultima noite de quinta-feira (27), na Galeria Romero Britto, em São Paulo. O espaço foi cedido pelo próprio artista plástico brasileiro, que raramente disponibiliza sua galeria para outros artistas. Nesse caso foi Brito quem convidou Manson, que é seu amigo, para expor suas aquarelas no local.

Quem vai à galeria prestigiar a mostra, logo percebe o contraste entre as figuras ultracoloridas do artista brasileiro Romero Brito e as aquarelas sombrias de Manson. Pode-se dizer, no entanto, que o então pintor dispensa certo toque de “leveza” -se é que se pode chamar assim- às suas telas de horror ao escolher como material a aquarela.

A mostra está aberta ao público durante as próximas três semanas. Para quem tiver interesse em adquirir as aquarelas do roqueiro, elas estão à venda por preços que variam de US$ 3 mil a US$ 50 mil.

Arte em Vermelho

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por Stefanie Lourenço

      O artista plástico e efeitista Kapel Furman é um dos únicos especialistas em sua área no país. Poucos se dedicam ao entendimento da composição de uma cena violenta no cinema. Sangue e pedaços humanos fazem parte de sua rotina, sendo possível encontrá-los na geladeira de sua casa ou espalhados pela sala.

      Formado em cinema pela FAAP, desenvolveu suas habilidades durante o curso, porém afirma que ele e seu grupo de amigos tinham de se virar sozinhos: “A faculdade não gostava que a gente fizesse filmes de ação”. Sua estréia no gênero foi com o curta-metragem Winner from Hell, no qual teve seu primeiro contato com maquiagem de efeito, como buracos de tiros e sangue.

      Autodidata, afirma que aprendeu na base da tentativa e erro, mas seu conhecimento em artes plásticas, que o acompanha desde a infância, foi crucial para o crescimento na área, pois daí que tirou sua noção de composição de misturas.

      Utiliza materiais alimentícios para que não haja reação alérgica nos atores. O sangue, por exemplo, é feito com glucose, corante alimentício, acidulante e espessante, regulado de acordo com a fotografia. Os mock ups (réplicas de partes humanas) são de silicone e látex.

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      Assim que saiu da faculdade  trabalhou em um bureau gráfico de animação para a internet, quando o Flash (programa para design de sites) era a grande novidade. Realizou pelo programa A Vida de um Quadrado, que foi finalista no Anima Mundi Web 2000. Bambolê, outra animação, porém feita em um flip book e depois passada para o computador, ganhou um prêmio SICAF (Seul International Cartoon Animation Festival).

      Em 2000, quando ainda estava no bureau, foi chamado para participar da equipe do filme Bellini e a Esfinge (dir. Roberto Santucci) sem ter nenhuma experiência além dos curtas da faculdade. No longa-metragem iniciou seus efeitos de tiro com balas de festim utilizando as armas de seu avô, que é competidor de tiro ao alvo.

      Além de Bellini e a Esfinge fez, como maquiador de efeito e armeiro, filmes como Sonhos Tropicais (dir.André Strum), Amarelo Manga (dir. Cláudio Assis), O Cheiro do Ralo (dir. Heitor Dhalia), Journey to the End of the Night (dir. Erick Leason), com a participação do ator Brendan Fraser, Via Láctea (dir. Lina Chamie), Onde Andará Dulce Veiga (dir. Guilherme de Almeida Prado), Olho de Boi (dir. Hermano Pena) e o ainda não finalizado Gainsville Ripper, de John Towsend.

     Trabalhou em aproximadamente 30 curta-metragens, incluindo 4 de sua autoria: 6 tiros 60 ml, Don’t Smoke, Noturno das Almas e Haikai Hotel – Também no Três pedras (dir. Domingos Meira e Paulo Furtado), Sozinho (dir. André ZP), Amor só de Mãe (dir, Dennison Ramalho), além da série de TV Turma do Gueto (Record), da novela Metamorfoses (Record), Haru e Natsu (NHK – canal japonês) e do seriado Carandiru (TV Globo).

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      O único longa-metragem de terror que participou no Brasil, por ser o primeiro longa de terror do país nos últimos 30 anos, foi Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, com previsão de estréia para 2008. O filme é continuação da trilogia composta por À Meia Noite Levarei sua Alma (1964) e  Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver (1967). Encarnação mostra Zé do Caixão recém saído da prisão, onde ficou de1967 a 2008.

      No filme Kapel trabalhou todos os dias, totalizando 18 horas diárias por três meses, devido à presença constante de sangue e efeitos. Utilizou muitos mock ups, em torno de 2.500 litros de sangue, maquiagens de efeito pesadas, prótese das unhas longas do personagem principal, materiais importados que não têm no Brasil e materiais alternativos. “Desenvolvi algumas técnicas com materiais alternativos de artes plásticas, que até então não tinham sido usadas em nenhuma produção nacional”.

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      Logo após a experiência com Mojica, Kapel foi convidado para dar uma aula nas oficinas Querô, em um módulo especial de terror. O projeto consiste em ensinar práticas cinematográficas a crianças da periferia. “A receptividade dos alunos foi muito legal e me deu a chance de passar meu conhecimento a outras pessoas que tenham a mesma vontade”.

Veja mais do trabalho de Kapel Furman em seu site:

http://www.cinemadetrincheira.com.br

Trailler do filme Encarnação do Demônio:

http://www.youtube.com/watch?v=HwFvfrOgsIE

Portfólio de Kapel Furman:

http://www.youtube.com/watch?v=cU1whbcAJ-0

A São Paulo que apenas as fotos de B.J. Duarte conhecem

por Bruno Huberman

“No meu tempo não era assim…”. Quem nunca escutou uma saudosa vó ou bisavó dizer isso? Ou aquela fábula de que era possível nadar no rio Pinheiros. Tudo que faz parte do nosso stress contemporâneo – trânsito, poluição, multidão, violência – não existia e São Paulo evoluía para se tornar uma potência mundial cercada pelos modernistas da Semana de Arte Moderna de 1922, entre eles o escritor Mário de Andrade.

Esse mesmo Mário de Andrade, desde 1935 na função de chefe do Departamento de Cultura de São Paulo, fez com que o modernismo que assolava a cidade chegasse à fotografia. Ou seria melhor dizer que o desconhecido fotógrafo B.J. Duarte, contratado por Mário de Andrade, fez com que a fotografia chegasse ao nível de excelência que os magníficos modernistas haviam alcançado na literatura 12 anos antes?

 

 

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O escritor Mário de Andrade, 1937

Desde o dia 27 de agosto o paulistano pode dirigir-se até o coração da sua cidade na Galeria Olido (Av. São João, 473) e conferir a modernização que estava ocorrendo na cidade durante o governo de Prestes Maia (1937-45) segundo as lentes de B.J. Duarte. Junto das 65 imagens que compõe a exposição está sendo lançado o livro “B.J. Duarte: caçador de imagens” (Cosac Naify), que, além de grande parte da obra do fotógrafo, conta com uma entrevista dada em 1986 e textos de diferentes autores narrando a trajetória do artista – desde a sua formação técnica na França até o seu trabalho como fotojornalista.

A exposição

Nas fotos em preto-e-branco que formam a exposição é possível perceber que Duarte não se prende a uma linha de pensamento para mirar a sua máquina fotográfica. Ele está sempre buscando mostrar a diversidade que São Paulo tem como característica desde a década de 30. Seja nas suas pessoas ou em suas construções.

As imagens também revelam fatos curiosos que até nossas avós não devem se recordar: carros estacionados na Praça da Sé enquanto a sua catedral ainda está sendo erguida e uma calma Av. Rebouças cercada por árvores e sobrados.

Uma das fotos que mais chama atenção não teria causado tanto impacto a alguns meses atrás: calmos e tranqüilos, os passageiros embarcam num avião no meio da pista do mais calmo ainda Aeroporto de Congonhas.

image002.jpg Crianças brincando no Parque d. Pedro II, no Brás, em 1937

São Paulo não é mais a mesma faz tempo como é possível constatar nas fotos de J.B. Duarte. Ela está em uma constante e interminável mutação que logo resulta em “uma cidade fantasma e perdida em bruma, apenas reconhecível nas dimensões dessas fotos envelhecidas, mudas e inertes”, como o próprio J.B. diz. Por isso vale a pena conferir como ela costumava ser.

Para mais fotos, clique aqui.

 

 

 

Ao Redor do Mundo

Por Priscilla Cavalieri 

O Museu da Casa Brasileira coloca a disposição do público a exposição “Place: o mundo em uma maleta” desde o dia 12 de Agosto, em São Paulo. A mostra é o resultado de um projeto de investigação sobre as relações entre o entorno e o processo criativo, que relaciona obra e lugar. Realizado pelo Estúdio Vasava, de Barcelona, é um registro visual do ambiente relacionado com a produção gráfica de cada participante.

O projeto consiste em duas maletas, cada uma com um livro de 350 páginas em branco, uma câmera de vídeo e uma camiseta. Esse material percorreu o mundo durante 18 meses e 170 mil quilômetros. Uma das maletas seguiu rumo ao Oeste e, outra, ao Leste, em busca de novos talentos e de ilhas de diversidade criativa. As maletas pararam em 35 cidades, e em cada uma delas havia um designer convidado a refletir sobre seu contexto. Com isso, cada participante tinha a liberdade de olhar, descobrir e registrar sua visão e experiência no material enviado.

A mostra é uma cartografia das linguagens que se interpelam continuamente, na qual os signos culturais são filtrados pela identidade dos indivíduos, em que a realidade social é reformulada aleatoriamente, sem manter nenhuma fidelidade em relação aos tópicos que a limitam. Cada participante reflete por meio de trabalho em papel, vídeo gravação e imagem em camiseta, sua relação visual com o universo que habita.

Segundo Toni Sellés, curador da exposição “o mais importante foi o processo, a liberdade de cada um e a capacidade individual de observar e moldar seu próprio mapa e seu próprio ponto de vista. O resultado foi uma paisagem, que abrigou os mais diversos registros, onde os discursos se interpelaram uns aos outros, e onde a liberdade criativa foi a única diretriz. Foi uma grande viagem pelo design e pelos designers, suas cidades, seus países e culturas, que serviu para configurar uma nova maneira de ver o mapa, uma nova maneira de olhar e descobrir”.

A exposição estará no Museu da Casa Brasileira, localizado na Av. Brigadeiro Faria Lima, n° 2705, até o dia 30 desse mês. Vale a pena conferir o trabalho dos designers brasileiros Tonho, do Rio de Janeiro, e Lobo, de São Paulo, além de muitos outros ao redor do mundo.

 Sala do Museu da Casa Brasileira  Toronto  São Paulo  Paris  Hong Kong  Londres  Rio de Janeiro  Montreal

Era uma vez um castelo escocês…

por Bruno Huberman

Ayrshire, Escócia – Imagine passeando pelas calmas ruas dessa antiga cidade escocesa um casal de velhinhos quase centenários que viveram nessa região praticamente suas vidas inteiras. Vamos chamá-los de Alfred e Mary. Eis que Alfred e Mary decidem visitar o castelo de Kelburn com suas paredes de pedra medievais intactas desde sua construção no séc. XIII e não encontram nada do que esperavam.

Os aristocráticos escoceses se deparam com paredes revestidas por desenhos multicoloridos no lugar das seculares rochas e um imenso apanhador de cerejas sendo usado para que as pessoas que estão pintando o castelo – que por sinal falam uma língua extremamente estranha a eles, provavelmente latina – alcancem as extremidades mais altas do castelo do conde de Glasgow. Imagine o susto que Alfred e Mary não tomaram!

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Essa cena não passa de uma mera ficção criada por quem vos escreve porem muito provavelmente ela ocorreu e chocou alguns moradores e visitantes dessa remota região escocesa. O castelo de Kelburn, um dos mais famosos da Escócia, precisava de uma nova pintura e os filhos do conde de Glasgow, os irmãos David e Alice Boyle, convenceram o seu nobre pai a grafitar todas as paredes do castelo da família.

Para tal importante tarefa foram convocados, entre outros, os paulistanos Gustavo e Otávio Pandolfo (mais conhecido como osgemeos), Nina e Nunca. Os quatro ficaram os meses de julho e agosto fazendo sua arte e vivenciando todos os costumes escoceses para fazerem parte do projeto de dois anos dos irmãos Boyle que busca atrair atenção da mídia, e desafiar a compreensão do público tanto em relação à arte urbana do grafite quanto à instituição britânica do castelo.

para ver todas as fotos do castelo, clique aqui.

Osgemeos

Os grafiteiros e artistas plásticos Gustavo e Otávio Pandolfo já rodaram o mundo de cabeça pra baixo. Embora o reduto deles sempre fosse e sempre será os trens e ruas urbanas, osgemeos já expõem sua arte em galerias internacionais desde 1999, quando um dos maiores nomes da cena internacional, o alemão Loomit, os convidou para uma exposição em Munique, Alemanha.

Depois disso, os irmãos já apresentaram seus grafites na galeria Luggage Store em San Francisco, EUA, na galeria Deitch Project de NY e mantém um grafite fixo no MACBA (Museu de Arte Contemporânea de Barcelona), além de projetos na região de Barcelona, como a “Fábrica dos Sonhos” (foto abaixo), com a também grafiteira Nina.

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Em 2006 a dupla realizou a sua primeira mostra individual: “O peixe que comia estrelas cadentes”. Ela ficou fixa durante dois meses na Galeria Fortes Vilaça, na região da Vila Madalena, e modificou o ambiente da galeria, desde a interferência na fachada, com uma pintura em formato de cabeça, até obras murais nas paredes e telas com materiais alternativos.

para ver as fotos da exposição na Galeria Fortes Vilaça, clique aqui.

12 Horas, 2500 Fotos e 3 Garrafas

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por Stefanie Lourenço

No dia 23 de junho de 1962, aos 36 anos e seis semanas antes de sua morte, Marilyn Monroe posou para o fotógrafo americano Bert Stern. A sessão que totalizou 12 horas, 2500 fotos e três garrafas de champanhe foi a última da diva mais famosa do mundo.

A coleção de fotos revela um lado mais real de Marilyn, menos mito, mais humana. Sem roupas, com cicatriz à mostra e um tanto embriagada, a imagem do ícone aproxima-se mais da mulher normal: imperfeita, frágil, mas verdadeira. “Ela havia acabado de ser despedida de um filme, estava divorciada do último marido, tinha alguns homens diferentes. Estava envelhecendo” afirmou Stern a uma entrevista exclusiva para a Folha de S. Paulo.

O trabalho foi feito para a revista “Vogue”, que recusou as fotos nuas e requisitou outro ensaio com um vestido preto. Pela primeira vez uma atriz foi capa da revista que era exclusivamente de moda. A publicação saiu um dia depois de sua morte.

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Em 2004 as fotos foram exibidas na cidade de Nova York e em 2006 em Paris. Têm previsão para vir ao Rio de Janeiro em outubro no Museu de Arte Moderna, e São Paulo terá de esperar até janeiro de 2008.

Seção: Gente da PUC

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That’s just…

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…people,…

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…folks.

Seção: Natureza da PUC

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Onde é?

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… logo atras da quadra.

Alguma coisa acontece no meu coração….

Por Priscilla Cavalieri

A Puc é uma universidade fascinante, principalmente para aqueles que se interessam por arte. Lembro-me como se fosse hoje a sensação que tive a 1° vez em que vi o Pátio da Cruz, localizado no centro do prédio velho da Puc-Sp. Senti alguma coisa diferente só que eu não sei o que. Realmente, é impossível explicar o porquê notei que tinha chegado a um lugar em que gostaria de ficar. Depois de um tempo descobri que essa é uma sensação recorrente entre os alunos da Puc, cada um se identifica de uma forma.

Decidi, então, falar do projeto arquitetônico daquele que chamamos de prédio velho. Para isso precisamos recorrer à história. Então vamos a ela….

O prédio velho, sede da Puc-sp, foi construído originalmente para servir de convento às Irmãs Carmelitas Descalças. Data de 1923 a sua realização, a partir de projeto do arquiteto Alexandre Albuquerque. As Irmãs Carmelitas doaram à Puc-sp não só o antigo convento, mas também a capela e o terreno de 18 mil metros quadrados. Quando deixaram o prédio, levaram apenas a porta de entrada, as imagens da capela e seis jabuticabeiras.

Uma curiosidade a respeito do antigo convento de Santa Tereza, é que o predito tem uma configuração de Mandala. Ele é um quadrado perfeito, e por isso pode ser inscrito dentro de uma circunferência. Alguns chegam a acreditar, inclusive, que a construção do prédio obedeceu fielmente às normas da confraria Carmelita.

Quanto ao estilo do prédio também há controvérsias. Segundo documento do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, o prédio segue o estilo neocolonial, que nos anos 20 procurava atender a criação de uma expressão nacional, adotando elementos da arquitetura colonial e lusitana. Outros, porém, crêem que ele não tem estilo arquitetônico definido, explicam que o fato dele ser reconhecido como patrimônio deve-se àquilo que a Puc representou no cenário nacional nos anos 70.

Se há estilo definido ou não, é inegável que o antigo convento das irmãs Carmelitas seja um lugar especial para todos nós Puquianos.

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