Arquivo paraOutubro 31, 2007

TIM Festival

por Marianna Sanfelicio

 

          De todos os lugares onde se podia estar em São Paulo no domingo, o mais lotado era com certeza a Arena Skol Anhembi. A Arena Skol foi palco dos shows mais comentados e esperados do TIM Festival, evento anual que acontece desde 2003. As seis atrações do dia 28 atraíram mais de 23 mil pessoas, que tentavam a todo custo ficar o mais próximo possível do palco. Algumas pessoas só não conseguiram chegar ainda mais perto por causa da área VIP, colocada entre o público da pista e os cantores. A área VIP, aliás, era o único local onde havia lugares para se sentar. O resto do público foi obrigado a se sentar no chão, no melhor estilo Woodstock. O grande número de pessoas presentes causou o esgotamento de vários produtos nos bares, e ainda durante o show do Arctic Monkeys já não havia mais água ou refrigerantes. Os bares do lado direito do palco sofreram com a falta de pastéis, yakissoba e hambúrgueres. Os atendentes pareciam estar mais nervosos que os próprios consumidores, a quem só restavam cervejas e energéticos. O problema só foi resolvido pouco tempo antes do início do show do The Killers.

          Os shows estavam marcados para começar às 18h30, mas já havia muitas pessoas na Arena Skol antes mesmo das 15h. A primeira banda a se apresentar foi a norte americana Spank Rock, seguida pelo Hot chip, cujo show teve uma parada de 15 minutos por problemas técnicos. Parada mais que festejada por mim, que tive tempo extra para procurar um banheiro. Má sinalização e falta de pessoas a quem perguntar eram frequentes, fora seguranças que davam descaradamente em cima de qualquer coisa com ou sem peitos que passasse por eles. Apesar da terrível organização, a festa foi um sucesso, e não há do que reclamar quando se trata das performances das bandas. Björk levantou a platéia, e vestiu uma roupa que para muitas pessoas lembrou a de Nossa Senhora Aparecida misturada com temas psicodélicos. Para outras no entanto estava mais parecida com uma arara.

 

Juliette Lewis

 

          A pausa agendada para acontecer entre o show de Björk e Juliette and the Licks não durou mais que a pausa que aconteceu entre as outras bandas. Juliette Lewis foi um show à parte, totalmente integrada com os músicos de sua banda, com o palco e com o público. A crítica pode ter odiado, mas quem viu o show com certeza ficou com gostinho de “quero mais”. Vozes masculinas e femininas podiam ser ouvidas no meio da platéia, gritando “Juliette, me come!”, quando a cantora e atriz passou a língua nos lábios. O show do Arctic Monkeys, o mais esperado da noite segundo o blog do TIM Festival, não foi tão empolgante quanto poderia ser. A atitude blasè do grupo inglês não agradou tanto os fãs brasileiros, e o fato de o show acontecer entre os super animados The Killers e Juliette and the Licks não ajudou em nada. Poderiam também ter feito um show mais longo, apesar do grande atraso – o público não ia se importar. Apesar dos pedidos insistentes da platéia para que tocassem Mardy Bum, 505 e when the Sun Goes Down, não houve nenhum bis.

 

 

          The Killers entrou no palco para fechar a noite, às três da manhã. Apesar do adiantado da hora e da falta de organização, a maior parte do público continuava lá. A banda tocou até as 4h, com uma platéia empolgada ao som de Mr. Brightside, All These Things That I`ve Done, For Reasons Unknown, Bling, Jenny Was a Friend of Mine e outros sucessos. O auge ficou por conta de Somebody Told Me, conhecida por todos no Brasil por ter se tornado tema de novela. Para quem gosta das bandas, foi uma experiência e tanto.