Por Priscilla Cavalieri
Auto-intitulado “Anticristo Superstar”, Marilyn Manson veio ao Brasil para apresentar mais que shows excêntricos, que, diga-se se passagem, estão perdendo cada vez mais o seu poder de chocar. Manson veio também expor a sua coleção de 29 telas que já passaram pelos EUA e Europa. As obras tratam de temas como morte, doença, mutilação, vício e assassinatos famosos – reais ou fictícios.
Poucos sabem, mas desde o início de sua carreira como músico Marilyn Manson tem desenvolvido seus dons para a pintura. Sua criatividade excêntrica resultou em diversas exposições e, em 2006, Manson abriu sua própria galeria em Los Angeles.
O coquetel de abertura da exposição “Fleurs Du Mal”, aconteceu na ultima noite de quinta-feira (27), na Galeria Romero Britto, em São Paulo. O espaço foi cedido pelo próprio artista plástico brasileiro, que raramente disponibiliza sua galeria para outros artistas. Nesse caso foi Brito quem convidou Manson, que é seu amigo, para expor suas aquarelas no local.
Quem vai à galeria prestigiar a mostra, logo percebe o contraste entre as figuras ultracoloridas do artista brasileiro Romero Brito e as aquarelas sombrias de Manson. Pode-se dizer, no entanto, que o então pintor dispensa certo toque de “leveza” -se é que se pode chamar assim- às suas telas de horror ao escolher como material a aquarela.
A mostra está aberta ao público durante as próximas três semanas. Para quem tiver interesse em adquirir as aquarelas do roqueiro, elas estão à venda por preços que variam de US$ 3 mil a US$ 50 mil.
