pela editoria de cinema

Glauber Rocha é ainda o cineasta brasileiro mais reconhecido no exterior e sua obra corre o mundo em festivais e mostras. Foi o que aconteceu no último Festival de Veneza. Seu filme “Idade da Terra” foi resmaterizado para ser novamente apresentado. E se tratando de Glauber Rocha, já era esperado muita polêmica.
Rocha criou um estilo próprio, uma linguagem cinematográfica descontínua, não linear, que expressa sua visão da história brasileira. Também rejeitou a estrutura simétrica do cinema americano de Hollywood, que considerava colonizador e alienante. Produziu desde longas como “Terra em Transe”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” até curtas-metragens como “Amazonas, amazonas”, politizando a linguagem do cinema brasileiro conhecido como Cinema Novo.
Em 2003, Silvio Tendler estreou um documentário sobre o cineasta. Foram 21 anos de espera para o lançamento do “Glauber – O Filme, Labirinto do Brasil”, qualificado pelo próprio diretor como um “filme-funeral”.
Sobre o cineasta, foi relançado também o ensaio “Sertão Mar: Glauber Rocha e a estética da fome”, originalmente publicado em 1983, pelo professor Ismael Xavier. O livro propõe uma análise histórica e teórica de filmes do cinema novo. Acontece também no Itaú Cultural a exposição Imagem da Imagem da cineasta, fotógrafa e artista visual Paula Gaitán. A mostra exibe pela primeira vez um acervo de momentos pessoais da expositora que viveu com Glauber na cidade portuguesa de Sintra.