Arquivo paraSetembro 4, 2007

Amado Jorge Amado

Por Jaqueline Ogliari 

Em 6 de agosto completam-se seis anos da morte de um dos maiores e mais famosos escritores da história brasileira. Jorge Amado, natural de Itabuna, na Bahia, tem suas obras reconhecidas e traduzidas mundialmente, mantinha contato com grandes nomes da literatura brasileira e é o autor mais adaptado pela televisão, cinema e teatro brasileiros. Quem não se lembra de Gabriela, Cravo e Canela? Ou Dona Flor e Seus Dois Maridos?

Jorge Amado viajou por várias partes do mundo, conheceu grandes personalidades de outros países e conquistou inúmeros prêmios e títulos ao longo de sua vida. Foi jornalista e envolveu-se com o comunismo, como muitos de sua geração. Portanto, os problemas sociais eram constantes em seus livros, o que lhe rendeu o exílio em várias cidades, como Praga e Paris.

O escritor ocupou a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono foi José de Alencar. Após a sua morte, sua mulher, Zélia Gattai, sucedeu-o na ABL. Representou, junto com Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, o modernismo regionalista, a segunda geração do modernismo brasileiro.

A riqueza das obras de Jorge Amado, o folclore, as histórias, as crenças e tradições, enfim, apresenta-nos um Brasil cheio de sensualidade e fascínio. E, com muito pesar, em 6 de agosto de 2001, a literatura brasileira perde um de seus maiores representantes, um dos mais nobres, um dos mais amados escritores de todos os tempos.

 

 

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